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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Batuque, cerveja e pagode na concentração do Flamengo antes do jogo ?

Erro prodigioso


O jogo até que foi bem movimentado, com
boas oportunidades para os dois lados. Mas
o que o marcou mesmo foi o incrível gol
perdido por Deivid, livre na pequena área, já
com o goleiro Fernando Prass e os zagueiros
vascaínos batidos. A bola veio forte?
Desviou em algum montinho? Soprou um
vento traiçoeiro? Nada disso. Displicência e
ruindade combinadas forjaram o prodígio.
É até injusto atribuir somente a este lance bizarro
a derrota e a eliminação do Flamengo — afinal, o
Vasco chega à decisão com 100% de
aproveitamento e poderá alcançar uma proeza:
chegar ao título tendo derrotado, rigorosamente,
todos os rivais que teve pela frente.
No clássico de quarta-feira à noite, entretanto, a
fieira de vitórias esteve perto de acabar — o que só
não aconteceu graças à façanha de "Deivid
Copperfield" (fazendo desaparecer um gol feito) e à
não marcação de um pênalti claro em Leonardo
Moura, já no segundo tempo.
Erros grosseiros à parte, o clássico merece
elogios pela forma franca como foi disputado — e,
para isso, contribuiu muito o golaço de Vágner
Love, com três minutos de partida.
Por conta dele, o Vasco se lançou à frente,
buscando o empate (até consegui-lo, numa falha
grosseira de Felipe, batendo roupa em um chute de
longe de Juninho), mas o Flamengo não abdicou do
ataque, tornando a partida eletrizante.
Nos 45 minutos iniciais, os dois goleiros fizeram
grandes defesas, houve bolas raspando a trave, de
um lado e de outro, e, por fim, a jogada que já
entrou para a história como um dos gols mais
absurdamente desperdiçados em todos os tempos
— a ponto de os jogadores rubro-negros chegarem
a comemorar e os cruz-maltinos a se lamentar,
antes mesmo da conclusão hedionda.
Após o intervalo, o ritmo diminuiu, mas ainda
assim o jogo continuou agradável de se ver (e eu o
acompanhei por aquele engenhoca, chamada
slingbox, que quem me acompanha já conhece).
Foi injusto o triunfo vascaíno? Não se pode dizer
isso de quem tem oito vitórias em oito rodadas. De
uma forma ou de outra, a equipe dirigida por
Cristóvão sempre encontrou uma forma de superar
os rivais — mesmo quando chegou a ser dominada
por eles, como nos clássicos contra a dupla Fla-Flu.
De mais a mais, como escrevi no Blog RMP, logo
após o apito final, não merece ganhar o time que
perde um gol como o perdido Deivid. E aí,
prevalece a velha e cruel máxima do futebol: quem
não faz, leva.
REBOTE É PRO LADO. Que Felipe, desde o ano
passado, tem sido um dos melhores jogadores do
Flamengo não se discute. Mas que ele falhou nos
dois gols do Vasco, falhou — principalmente, no
primeiro. Goleiro experiente, como ele, sabe que
não se deve espalmar para frente. Pois foi
exatamente o que ele fez, em dois lances capitais,
permitindo que Alecsandro e Diego Souza
transformassem os rebotes em gols.
OUSADIA X CAUTELA. Cristóvão foi mais ousado
que Joel Santana, na hora da escalação. Enquanto o
vascaíno, de saída, mandou a campo uma formação
com dois meias e dois atacantes (Juninho, Diego
Souza, William Barbio e Alecsandro), o rubro-negro
voltou a apostar em três volantes (Aírton, Willians e
Renato Abreu), com um meia (Ronaldinho Gaúcho)
e dois atacantes (Vágner Love e Deivid).
Muita gente pode achar que Renato Abreu é meia
(afinal, desde a época de Vanderlei, ele até tem sido
escalado com essas funções). Mas a verdade é que
não funciona como tal. E como Ronaldinho Gaúcho
segue acumulando atuações opacas o fato é que,
com esta formação o Fla acaba sem armadores — e
haja avanços de Leonardo Moura para criar algo.
No dia em que Joel optar por Bottinelli e por
jovens como Thomás e Muralha, descobrirá que a
bola vai sair muito mais redonda, da defesa para o
ataque. Vanderlei caiu, entre outras coisas, por não
enxergar isso...
ATÉ NA CONCENTRAÇÃO? É fato que na quarta-
feira (dia da semifinal contra o Vasco) o bar e a
piscina do hotel onde se concentra o Flamengo, na
Barra, se transformaram em palco de uma animada
festa entre jogadores rubro-negros e integrantes do
Exaltasamba? Segundo alguns hóspedes, o goleiro
Felipe (aniversariante do dia), Vágner Love e
Ronaldinho eram os mais animados, no batuque
regado a cerveja. E o pagode, que resistiu até a uma
bronca de Joel Santana, só teria acabado com a
chegada da presidenta Patrícia Amorim...
QUEM DEVE MAIS? Vizinhos da praça General
Osório me contam, por e-mail, que Bagá anda
fazendo discurso, em frente ao Chafariz das
Saracuras, repetindo a seguinte ladainha:
— Depois dessa, o Mengão é que tem que entrar
na Justiça contra o Deivid!O prejuízo do clube com
o caneleiro é bem maior do que o contrário...
SHOW DE VERDADE. Tricolores e botafoguenses
que me perdoem, mas ontem à noite fui ver Miami
Heat x New York Nicks. Na coluna de domingo,
abordo a segunda semifinal e a final da Taça GB.

Fonte: Blog do Renato Mauricio Prado no site do Globo

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